Debater Lisboa
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Debater Lisboa - Casa da Cidadania
Mais três anos para libertar S. José, Sta. Marta e Capuchos
Colina de Santana
10-12-2013 ANA MAIA , DN

Novo hospital, que será construído na zona oriental de Lisboa, só deverá estar pronto em 2017. Até lá, nada vai mudar na saúde

Da paisagem da colina fazem parte cinco hospitais, todos eles vendidos, entre 2008 e 2010, por mais de 120 milhões de euros à Estamo, empresa pública. Dos projectos para revitalizar os espaços, entregues à Câmara Municipal de Lisboa, fazem parte hotéis e apartamentos de "varandas generosas". Mas para três deles - São José, Santa Marta e Capuchos, que actualmente integram o Centro Hospitalar Lisboa Central os projectos vão manter-se no papel pelo menos por mais três anos, o tempo que demorará a capital a ter um novo hospital que irá receber os doentes e as valências daqueles três. "Admite-se que, se o processo correr sem surpresas, o novo Hospital Lisboa Oriental possa estar pronto em 2017", explicou ao DN fonte do Ministério da Saúde, adiantando que "os organismos competentes dos ministérios das Finanças e da Saúde já deram início às diligências necessárias ao processo de relançamento do projecto". Ainda não se sabe em que modelo vai ser lançada a parceria. A unidade deveria ter ficado pronta em 2012, ano em que o centro hospitalar começaria a pagar cerca de sete milhões de euros em rendas, o que não aconteceu graças a um acordo com a Estamo.

Das cinco unidades, duas estão desactivadas. Hospital do Desterro foi o primeiro: deixou de funcionar em 2006 e foi vendido em Agosto de 2008 por 9,2 milhões de euros.

E aqui começa uma longa história. A Estamo pô-lo à venda por mais de dez milhões de euros e com a obrigação de todo o espaço ser dedicado aos cuidados continuados. O concurso ficou deserto, o que levou a uma segunda tentativa. Com um preço mais baixo, apenas 20% do espaço teria de ficar ligado à saúde. Houve um vencedor, mas a falta de pagamento levou à anulação do concurso. Recentemente, através de um acordo entre a câmara, a Estamo e a empresa promotora da LX Factory, o espaço vai ser requalificado num espaço cultural e de hortas. Já o Hospital Miguel Bombarda fechou as portas em 2011. Tinha sido vendido um ano antes por 25 milhões de euros. Os últimos doentes deixaram as instalações em Julho, para iniciarem uma nova etapa das suas vidas no Júlio de Matos e numa vivenda assistida no Restelo.

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