Debater Lisboa
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Colina de Santana
Pedidos de informação prévia aos projetos suspensos
05-02-2014 MCL // ZO, LUSA

O vereador do Urbanismo na câmara de Lisboa disse hoje que só se vai decidir qual o passo seguinte no projeto da Colina de Santana “depois de terminado o debate público e de elaborado o relatório da Assembleia Municipal”.
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O Projeto Urbano da Colina de Santana, que abrange cerca de 16 hectares e os espaços dos hospitais S. José, Miguel Bombarda, Capuchos, Desterro, Santa Marta e o espaço do convento de Santa Joana (atual 9.ª Esquadra de Criminalidade/Trânsito da PSP), para os quais o documento apresenta um programa da responsabilidade da Estamo (imobiliária de capitais públicos, proprietária dos imóveis e dos terrenos em causa), está a ser alvo de debates temáticos na Assembleia Municipal (AM).

Segundo vários órgãos de comunicação social, no debate de quarta-feira a deputada municipal do PSD Margarida Saavedra alertou para a alegada instabilidade da Colina de Santana e o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, fez saber que os pedidos de informação prévia (PIP) aos projetos de construção tinham sido suspensos.

Contactado hoje pela agência Lusa, Manuel Salgado explicou que os PIP foram suspensos pelo executivo no verão devido à proximidade das eleições autárquicas e não por questões de segurança.

"Numa reunião da câmara, o presidente propôs que, como se estava muito próximo das eleições (autárquicas), não se tomasse nenhuma decisão naquele mandato e remetesse a decisão para o novo mandato", disse.

O vereador frisou ainda que "não há nenhuma razão de segurança que impeça qualquer intervenção" na zona.

"Não há nenhuma razão de segurança que impeça qualquer intervenção na Colina, nem que ponha em causa a estabilização da Colina. Aliás, é uma das áreas mais resilientes da cidade", afirmou.

Manuel Salgado disse ainda à Lusa que o projeto da Colina de Santana está a "decorrer normalmente".

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