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"Os Verdes" querem classificação de Monsanto como Área Protegida
02-04-2016 DN

O partido ecologista "Os Verdes" apresentou sexta-feira à Assembleia da República um projeto de resolução pela "criação da Área Protegida de Monsanto", em Lisboa, recomendando ao Governo que desenvolva de imediato as medidas necessárias para classificar este parque florestal.

No projecto de resolução, o partido "Os Verdes" defende a classificação do Parque Florestal de Monsanto como Área Protegida de Interesse Regional, argumentando que este espaço tem cerca de 1.000 hectares, "constitui um verdadeiro pulmão verde da cidade de Lisboa e uma importante estrutura verde para toda a Área Metropolitana de Lisboa".

Neste sentido, os deputados do partido ecologista consideram que Monsanto é um espaço fundamental para a conservação da natureza e a defesa da biodiversidade, acrescentando que se trata de uma área natural com "condições excepcionais para o lazer de milhares de cidadãos" e que representa "uma estrutura ecológica essencial para o equilíbrio da densa malha urbana metropolitana".

"Os Verdes" realçam as características do Parque Florestal de Monsanto como "um excelente produtor de oxigénio e importante regulador termoclimático", frisando que este espaço é "decisivo no quadro actual de aumento de emissões poluentes e de alterações climáticas".

Segundo o partido ecologista, Monsanto representa um património insubstituível, nomeadamente pela riqueza a nível de fauna e flora.

"O Parque Florestal de Monsanto não pode e não deve estar sujeito a ocupações indevidas susceptíveis de afectar o seu equilíbrio ou, pura e simplesmente, continuar a ser gradualmente invadido, fragmentado ou desvirtuado com actividades e equipamentos que o desvirtuam e afectam o seu equilíbrio global", alertam "Os Verdes".

A iniciativa do grupo parlamentar pela classificação de Monsanto como Área Protegida surgiu no âmbito de um debate, proposto pelo partido ecologista na Assembleia Municipal de Lisboa e que decorreu na quinta-feira, sobre o projecto que a Câmara de Lisboa (de maioria PS) tem para aquela zona da cidade.

Em dezembro passado, o vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, afirmou que é intenção do município que o antigo campo de tiro de Monsanto seja transformado num parque desportivo e de lazer em 2017, sendo assim "devolvido à cidade".

Na mesma altura, foi aprovado em reunião de Câmara o licenciamento de um "hostel" na Quinta da Pimenteira, projecto que sofreu alterações após críticas da oposição.

No final de Novembro, a autarquia divulgou que pretende melhorar a acessibilidade no parque, estando a estudar a colocação de um autocarro ecológico a percorrer esta mata com 962 hectares, que deverá ser aumentada.

"Será da maior importância e pertinência que se adoptem medidas que muito poderão contribuir para a valorização e a preservação do Parque Florestal de Monsanto", reforçam "Os Verdes".

Em Março deste ano, o Parque Florestal de Monsanto recebeu uma Certificação de Gestão Florestal a nível internacional.

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